Acordei com preguiça, daquelas que paralisam o cérebro, o despertador tocava e eu programava para mais 5 minutos, que se multiplicavam em fração de horas, ou seja, perdi a hora.

Como um bom brasileiro deixo minha roupa para ser passada pela manhã ao acordar, sempre acreditando que tudo acontecerá conforme o planejado…mas nem sempre é assim.

No chuveiro começo a lembrar das atividades que me esperam no decorrer do dia e minha mente é tomada pelo famoso jargão…”fodeu!!”, ou para os mais puritanos…”Aí meu Deus!!!”, tiro o sabão do corpo e corro até meu celular que nesse ponto já tinha 4 ligações não atendidas.

E agora, o que farei??!! Nessas horas é bom morar em São Paulo, poder culpar o transporte público que não funciona em dia de chuva, a manifestação do MST que parou a Paulista, o motoboy que caiu na Rebouças, tudo é válido.

Chego à fábrica é já é quase horário do almoço, ligo o computador e faço aquela cara de quem está mega compenetrado, os colegas sãem para o almoço e fico por lá, mostrando serviço, dou uma volta pela linha de produção, pego peças inacabadas e confiro, sabendo que estou sendo filmado.

São 4 horas e paro para um café, uma colega mais curiosa me pergunta o que aconteceu e respondo: – Problemas pessoais! Ela fica sem graça e não pergunta mais sobre o assunto…problema resolvido. É chegado o tão esperado momento, desligo o computador, pego meus pertences na gaveta e me dirijo rumo ao banheiro, lavo o rosto e reflito…”what a day!!”

Têm dias que é melhor não sair de casa, a garoa não para e o metrô não anda, derrepente escuto o aviso…”Senhores passageiros, devido à um incidente acontecido na Estação Tatuapé o Metrô terá suas operações paralisadas e sem previsão de retorno”…os mais pessimistas falavam que alguém tinha se jogado na linha, outros diziam que era falta de energia, o fato era que ali estava eu, parado e longe de casa…assim começava mais uma semana.

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